22 dezembro, 2014

Preto e Branco






   Fotos feitas por mim, usei a câmera do celular (iPhone 4) para todas, com exceção da última que foi um filme queimado.
   Um beijo, Lia.

10 dezembro, 2014

7 coisas para fazer no último mês do ano

   1. Pegue a estrada: Não precisa necessariamente viajar, pode ser até pegar a estrada sem rumo, a sensação de estar vagando sem estar perdido é uma das melhores que tem, de estar jogado no mundo mas só que você quem da a forma pra ele, sentir a liberdade faz a gente ficar mais leve e mais apto a mover os obstáculos, parece que até a nossa mente fica mais clara.

   2. Passe um tempo no quarto e deixe ele mais parecido com você: Não tem outra coisa concreta que nos reflete além do nosso quarto, quanto mais tem a nossa identidade em um lugar, mais fácil de encontrar nós mesmos e sentirmos seguros é. Ainda mais depois de termos nos perdido várias vezes durante o ano.

   3. Faça listas: Pode ser de coisas que você gosta, de músicas, de livros, de soluções de problemas... além de ser um jeito gostoso de passar o tempo, pode ser até uma forma de autoconhecimento. 
    Eu por exemplo, passo horas fazendo playslist sobre algum tema no Spotify, quem quiser conferir meu perfil é esse aqui e ir em "playlists públicas" (só que tem que baixar o aplicativo, vale muito apena, se quiser clique aqui.)

   4. Pratique um hobbie que não deu tempo durante o ano: A gente sempre usa essa desculpa de que o tempo ta correndo demais e blábláblá só que esquecemos de correr atrás dele. Então já ta na hora da preguiça ir embora e fazer o que gosta, porque isso vale muito mais a pena do que ser o tiozão do churrasco que fica reclamando da vida severina mas que só fica coçando o saco no sofá. 

  5. Dê mais valor para as coisas simples: Nossa cabeça fica tão ocupada por causa da rotina que várias vezes deixamos passar despercebido coisas simples mas que possuem um grande valor agregado à elas.
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    6. Passe mais tempo com quem você gosta: Às vezes final do ano pode ser sinônimo de despedidas, e meio que acaba sendo uma época ruim e a melhor ao mesmo tempo pelo fato de querermos aproveitar o máximo possível antes da despedida. E mesmo se não for uma despedida, é importante terminar o ano ao lado de quem esteve ao nosso lado durante ele e ajudou a segurar todos os forninhos. 

   7. Se entregue aos pequenos prazeres: Uma comida que você gosta, uma música ouvida com mais atenção... Eu não sei vocês, mas toda vez que como batata frita me da uma nostalgia do caramba e é uma das melhores coisas.

   Um beijo,
   Lia.

05 dezembro, 2014

Aleatório

   Posts aleatórios são um dos melhores tipos de posts, na minha opinião, porque da pra falar de diversas coisas sem terem nexo entre si. Então simbora porque tem um monte de coisas pra falar!

   Eu quero ser arquiteta, mas uma coisa que me aflige muito é eu ficar encantada por construções antigas cada vez mais e quanto mais o tempo passa, mais modernas as construções ficam. É muito contraditório. Acho que é porque elas não são só uma construção, já que elas têm consigo toda uma história por trás e tantas coisas que aconteceram ali ao decorrer do tempo. 

   Até hoje esse foi o olho mais bonito que eu já vi. Não sei porque, mas toda vez que eu olho pra ele eu consigo imaginar direitinho como seria Margo Roth Spiegelman de Cidades de Papel (e não consegui admitir até hoje que a Cara Delevingne quem vai interpretar ela, não faz sentido nenhum, o jeito pode até ficar parecido, mas nada a ver, aparentemente, com a Margo que eu imaginava).

   Dia desses eu estava na dashboard do tumblr quando vi uma imagem da Elle Fanning que me chamou atenção, na descrição tinha um link que abri e era esse vídeo incrível. É um curta metragem que retrata alguns transtornos psicológicos. Dirigido por Rodrigo Prieto com ajuda de sua filha Ximena, que sofria de alguns desses distúrbios na adolescência. Fiquei abismada com tamanho expressionismo da Elle, ela ta tampando caramolas cada vez mais na cara do público e ta virando uma puta de uma atriz.

"Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia."
   Mas raiou! Notícia mais bonita do dia de hoje foi saber que em 2015 a Los Hermanos vai voltar a fazer show. Nada mais justo do que fechar o post com uma música dessa banda maravilhosa!

Um beijo,
Lia.

06 novembro, 2014

Jeitos de como lidar quando não saber o que fazer


   Não tem coisa mais fodida do que não saber lidar com determinadas coisas e sentimentos. Até algumas pessoas das mais geniais passam por isso até você mesmo. Então se esse for o seu caso, meu caro, esse guia de como lidar quando não se sabe o que fazer, é pra você mesmo, mas desde o início é bom alertar de que ninguém disse que seria uma coisa fácil.

   Uma das coisas mais frustantes que pode acontecer com alguém que não sabe lidar com o amor é começar a gostar de alguém, porque você simplesmente não sabe controlar essa coisa toda que ta sentindo e parece que elas vão misturando com a paranoia que cria na cabeça. E quando ainda vai tentar fazer alguma coisa, se atrapalha todo e ainda se sente um fodido.
   Essa imagem é sobre o que aprender sobre o amor ouvindo Arctic Monkeys. Então é isso mesmo, se quiser saber sobre essa confusão toda que é gostar de alguém, escuta o Alex Turner falando sobre isso, porque é alguém que sabe conviver com isso não sabendo lidar mesmo assim. 

   Acho que todo mundo em um momento da vida em que estava na escola já se perguntou o que estava fazendo ali e não encontrou uma resposta. Isso piora mais um pouquinho se você esta acostumado a ouvir Another Brick on the Wall e super concorda com o que ela diz, só que esta encaixado no "padrão" que contradiz ela. 
   Não é uma apologia contra a escola, mas é ridículo essa sugação que algumas pessoas que estão ali têm. Sério, não da pra entender. Beleza que você tem que aproveitar/absorver o máximo de ensinamento que proporcionam ali, isso faz crescer seu intelecto. Mas só que nunca que uma nota vai medir a sua inteligência. Daí não faz sentido nenhum você afundar nos livros e virar uma decoreba só pra correr atrás das notas mais altas.

   Outra coisa é as pessoas não entenderem que o que te faz feliz não precisa ser necessariamente algo comum que faz a maioria se sentir assim. Não tem imagem que traduza melhor do que isso, ainda mais no meu caso que é bem ela ao pé da letra. 95% das pessoas já me disseram que The Cure e Joy Division é musica de defunto, mas só que é delas que eu gosto, então ta tudo certo. O que muda isso é o jeito como você enxerga isso e só então vai saber se isso te faz bem ou não.

   E por fim, uma solução repentina pra quase todas as situações quando elas extrapolam os limites e você perde a cabeça: vá para o supermercado. Sério que isso funciona. Você se distrai e toda essa babozeira de paranoia da cabeça some.

É isso aí.
Um beijo, Lia.

01 novembro, 2014

Playlist


   Caramba, como eu tava com saudade disso aqui! Mudou tanta coisa e o tempo ficou tão corrido que consequentemente eu acabei sumindo daqui, a culpa nem foi pelo tempo, mas por ter ocupado a cabeça com outras coisas e ter assumido certas responsabilidades. Mas, hoje bateu uma vontade tão grande de escrever por aqui que não teve forças atrativas que  me segurassem pra vir. E então, nada mais justo do que começar pela playlist.


Pink Floyd - See Emily Play: Eu estou terminando de ouvir a discografia da Pink Floyd (eu comecei com essa mania de ouvir discografias nas férias e continuei até então), e de todas as músicas que ouvi até agora, essa foi a minha favorita, tanto a melodia quanto a letra que empatou com a clássica Another Brick In The Wall.


The Cure - The Caterpillar: Ahh The Cure, é de longe uma das bandas que eu mais gosto. Eu sou completamente apaixonada pelo jeito como eles conseguem juntar a melodia com as letras cheias de melancolia e não te deixar numa cova. É a mistura mais linda da face da Terra todinha.


Wavves - Green Eyes: Eu escuto Wavves toda vez que eu quero dar um foda-se bem grande pro mundo. A banda foi formada em 2008, na Califórnia, e que faz um som bem a cara de lá mesmo.


Selvagens à Procura de Lei - Música de Amor Número Um: Já perdi a conta de quantas vezes eu escuto Selvagens durante o dia e já posso considerar o replay dos dois álbuns deles como estuprado. Foi sem dúvida uma das melhores bandas que eu conheci esse ano.

Legião Urbana - Por Enquanto: Renato Russo foi um dos poetas mais fodas que existiu. É incrível a influencia que essa banda tem até hoje e que devia prosseguir até o fim dos tempos.

Um beijo, Lia.

30 abril, 2014

Dicas de Filmes

Já tem um tempão que não faço post de indicação de filme, não é por falta de assistir, mas vou admitir que eu esqueci de vários que assisti, acho que estou ficando com a cabeça tão idosa e dando um alzheimer da vida. Mas eu ainda consegui lembrar de alguns.

Moonrise Kingdom: Vou começar com um dos filmes mais lindos que já vi. Sam e Suzy se conheceram em uma peça de teatro (ai, eu consigo lembrar direitinho da cara genial que ela fez quando o viu, haha) e foi como uma amor à primeira vista, então a partir daí eles passaram a trocar cartas e decidem fugir juntos pela ilha de New Penzance. Ele é um orfão que foi deixado num grupo de escoteiros que nunca se encaixou. E ela, vive um caos em casa pelos pais não se entenderem e nem a entenderem. Os dois tem 12 anos. O conjunto de cada cena, personagem, os diálogos, os lugares da ilha e principalmente a dinâmica entre os atores, te deixa fitado, é tipo: ca-ram-bo-las, a coisa mais linda de ficar vendo.


Hoje eu quero voltar sozinho: Eu acho o maior pé no saco quem diz que filme brasileiro não presta, se for assim, senta a bunda na cadeira e vai ver esse filme que é um dos mais lindos das galáxias. Ele é uma nova versão do longa "Hoje eu não quero voltar sozinho". Conta a história de Leo, um adolescente como qualquer um que tenta se encaixar e que tenta lidar com suas limitações e a super proteção da mãe, ele tem uma melhor amiga, a Giovana. Muita coisa muda quando ele conhece o Gabriel, que acaba de entrar em sua escola. É um filme simples e recheado de coisas lindas ao mesmo tempo.


Kill your darlings: A história de 3 poetas famosos que se unem após o assassinato de David Kammerer. Se passa na época da Geração Beat, que foi uma nova visão no modo de escrever dos poetas, quebrando as regras e limitações, assim como a própria trama do filme. Daniel Radcliffe interpretou Allen Ginsberg incrivelmente junto de Dane DeHaan que fez o papel de Lucien Carr, a dinâmica entre os dois é uma coisa sem explicação, e sério, separados já são baita de dois atores, juntos então eu nem sei qual adjetivo colocar, os papeis se encaixaram direitinho com eles.


Little Birds: Não é nenhum filme espetacular, mas com tamanha realidade fez com que ele fosse muito, muito bom. É sobre duas melhores amigas, sendo que uma delas vive uma realidade pesada em casa e tem a brilhante esperança de que fugir de lá iria melhorar sua vida, assim, depois de conheceram alguns garotos na rua, elas decidem os seguirem (e fugir de casa) rumo à Los Angeles.


Beijo grandão, Lia.

26 abril, 2014


Passava despercebida em meio da multidão
Era um passarinho aprendendo a voar
Mas voava só pelo vento a soprar
De pesado só tinha o coração
Que era feito um furacão
Cheio de buracos
Preenchidos de aço
Que não a deixava sorrir
Muito menos rir
Ela tentou se atirar num abismo
Mas não conseguiu cair
Porque de tão vazio, flutuava
E amava
Brincava
Se atirava
E se matava
Lia

18 abril, 2014

Coisas que Vão te Fazer Crescer Sem Perceber


Quase todo mundo diz que para a gente crescer é preciso que aconteça algumas coisas que marquem, mas na verdade, é o que tiramos disso. Depois que certas situações passam ou quando se está no meio delas ainda, listei algumas coisas para por em ação nos entremeios disso.

Tenha um livro onde escreva coisas aleatórias: Eu tinha mania de escrever em folhas perdidas, no final acabava que eu as pedia. Então, arrumei um caderno pequeno e sem pauta (não gosto limitações), onde eu vivo escrevendo, desenhando, rabiscando coisas. É muito bom deixar rastros subentendidos e transformar, dizer coisas que não conseguimos falar de uma outra forma.

Ouça discos: Música é sempre um meio em que nos encontramos. Eu adoro as músicas dos Smiths cheias de enigmas para serem desvendados e já passei horas tentando entende-las ou tirar uma própria conclusão delas . Acredito que somos assim também.

Passe tempos sozinho: Onde você consiga se sentir livre, sem ser em quatro paredes. Sentir a liberdade faz com que encontramos a segurança em nós mesmos.

E com pessoas que te fazem bem: Quando compartilhamos algo com alguém percebemos que não somos os únicos do mundo que lidamos (ou não sabemos lidar) com algumas coisas. Geralmente é bom sair do circulo de amigos quando não nos encaixamos mais nele e ficar perto só dos que são amigos mesmo.

Não fique preso em lugares: Viajar é a única coisa que pagamos para ganhar mais ainda. E perceber que tem outros mundos ao seu redor do que só o seu individual. 

Voltar a fazer algo que parou: Ter crescido e a falta de tempo não devem servir como barreiras que evitam que façamos algo que nos fazia felizes há anos atrás. Redescobrir o que estava escondido em nós mesmos desperta o nosso eu.

13 abril, 2014

Submarine

Às vezes eu fico pensando por que o Oliver não pode existir de verdade? Porque ele seria tão genial que nesse mundo tão caótico ia começar a fazer sentido e ao mesmo tempo ia ser mais um caos ainda. Eu terminei de assistir Submarine e acho que esse filme me passou sensações por osmose. Será que é só comigo que isso acontece? Ai, pera aí que eu estou começando a falar abobrinha. 

Bom, o Oliver é um adolescente de mil novecentos e bolinhas. Ele vive questionando coisas corriqueiras, como o que aconteceria quando ele morresse, como seria o mundo em que ele vivia e a reação das pessoas em relação a isso. E como são as pessoas por dentro.

Os principais focos dele é perder a virgindade e salvar o casamento de seus pais, o que acaba se embolando e gerando o trama.


"A maioria das pessoas pensam em si mesmos como indivíduos, que não há ninguém no planeta como elas."
Eu conheci o filme pela trilha sonora. Como eu gosto muito da Arctic Monkeys, o Alex Tuner, foi quem compôs e cantou toda a trilha sonora do filme, olha que coisa mais genial que puderam fazer!



Beijo grandão, Lia.

06 abril, 2014

Playlist

Uma playlist que combina com mudanças e com o vento, porque sim.


Joy Division - Love Will Tear Us Apart: Eu já conhecia Joy Division ha um tempão, mas esses dias, do nada me pintou uma vontade absurda de ouvi-los, e agora eu não consigo parar de ouvir essa música. Ah, por acaso eu também (há um tempão, haha), tinha lido um conto da Alaya Dawn Johnson que tinha o mesmo título que a música no livro Zumbis X Unicórnios e que por sinal é SUPER legal.


Lorde - Ribs (Ryan Hemsworth remix):  Tô me sentindo muito fã psicodélica da Lorde, porque peguei Pure Heroine pra ouvir e fiquei estuprando o replay, coitado. Daí, eu sem querer achei esse remix de Ribs incrível. Sério, quando chega no 0:59 eu me sinto loucamente numa festa ou na rua fazendo coisas extraordinárias, HUAHUAHUA, sou muito panguada descrevendo minhas sensações imaginárias.


Arctic Monkeys - Love Is A Laserquest: Gosto, muito, muito, muito dessa música (mesmo que ela não supere a minha querida Arabella que guardo no cantinho do coração). Arctic Monkeys parece que deixa a gente meio fora de órbita com essas músicas.


Los Hermanos - Sentimental: Eu estou ouvindo mais músicas nacionais ultimamente, e Los Hermanos é uma das minhas favoritas. Eu já até falei deles quando coloquei Casa pré Fábrica (minha favorita) na playlist anterior. E agora eu não sei parar de ser tão sentimental junto com essa música! Alguém me socorre!

Foster the People - Warrant: Quando eu conheci a FTP no ano passado, esse disco meio que foi a trilha sonora de uma das melhores épocas que tive. O tempo passou, e eu acabei esquecendo deles. Então, semana passada, um amigo veio me mostrar uma música e eu lembrei de como era bom a sensação que eles traziam e que tinha tudo pra fazer parte dessa nova fase que eu tô vivendo. <3

Um beijo dos grandes, Lia.

03 abril, 2014

Coisas que A Gente Precisa Mais

Saber se guiar sozinho: Isso não é sinônimo de ser sozinho, mas saber tomar e medir suas decisões, mais que isso, ter suas próprias decisões, mesmo que elas deem errado. Mesmo com tanta liberdade que vem crescendo, nos cercamos em volta de muros que nós próprios criamos. E, pelo menos eu, aprendi que não precisa saber lidar com muita coisa para poder se arriscar, mas aprender a seguir em frente. 

Dar importância para as coisas mais simples do dia a dia: Porque a gente fica pensando em coisas que só deveríamos pensar de vez em quando, e acabamos nos infiltrando tanto nisso que deixamos passar despercebido coisas que mudariam o nosso ponto de vista em relação ao que realmente importa.

Não é porque você cresce que precisa ser gente grande: Porque ser adulto, com mente de adulto, ser cercado de problemas e ver as coisas como um adulto, é a coisa mais chata do mundo. Crescer é amadurecer e não se tornar um tiozão que fica protelando a vida e reclamando num balcão de botiquinho tomando umas pingas como se os problemas fossem desaparecer - ou na verdade, empurrar com a barriga. Seja mais leve.

Guarde lembranças e pessoas importantes: A saudade é inevitável, mas é importante senti-la. Não no sentido de sofrer pelo o que não volta mais, mas cultivar coisas boas até não caber mais (mas lembra que coração de mãe sempre cabe mais um), quem é cheio de coisas boas, transmite isso por onde passa.

Mais amor: Porque é o que mais o mundo precisa. Aceitar as pessoas do jeito que elas são. Por um mundo onde caibam todos os mundos.

Se aceitar antes de qualquer coisa: E não deixar as pequenas e estúpidas coisas quebrarem suas esperanças. Se não, a gente não vai para frente e só fica dando ré num mundo metódico.

Sorria mais para as pessoas (e não precisa estar relativamente feliz para isso): Porque não custa nada para fazer alguém ficar feliz.

28 março, 2014

Andava de becos em becos, em busca do que nem ele sabia o que era. Naquele mundo onde uma hora todos se perdiam para ele - ou se entregavam, e então, sobravam rastros e pedaços perdidos no meio do caminho que não tinham espaço para caber mais dentro das pessoas, porque, também, agora elas nem sabem mais quem são. E estavam cheias daquilo que aquele mundo as davam. Elas estavam cheias de concreto, tanto por fora quanto, ainda mais, por dentro. Sentia seus pulmões arfando aquele ar que sufocava todos. O mundo ficou sozinho, e ele vagava nos cantos mais escuros e vazios. Estava perto, o suficiente para que pudesse ser o seu próprio fantasma. Mas ele ainda buscava alguma coisa que pudesse o preencher.

25 março, 2014

Woodenship


Era uma cidade onde viviam por trás de uma nuvem cinza e cobertos pela brisa do oceano.  Onde o céu prevalecia o colorido das cores frias. E a noite, coberta de estrelas por trás das mesmas nuvens, porém, a luz incendiava através dos postes que refletiam no asfalto quase sempre molhado. O carvalho vermelho na esquina paralelo a faixa do trânsito. A estrada vazia que ia do canal ao longo da costa que dava para um farol branco e vermelho. E logo ao seu lado, a velha casa de três andares e janelas de vidro divididas em seis quadriculados com a pintura azul descascando. Diziam que quem morava ali era um velho que tomava conta do farol, me parecia estranho, porque ninguém ia até o farol por ele ser meio que inútil, até a prefeitura não se importava, nem para a manutenção alguém aparecia, mas mesmo assim, ele tinha uma luz. Era o meu lugar favorito, porque quase ninguém ia alí, ao não ser alguém além de mim, mas eu mal sabia o seu nome desde então.  Eu percorri aquele lugar durante anos em busca de uma resposta que o vento sempre soprava contra mim.


Quem sabe, o epílogo de uma nova história...